De volta ao Brasileirão

A conquista da Libertadores da América agora é uma doce lembrança. O assunto da vez é o Brasileirão e o Corinthians, ao que mostrou na noite de ontem, está de volta ao campeonato!

Vencemos o Flamengo por 3 x 0 no Engenhão. E vencemos fácil, mesmo com um time em meio a um processo de reestruturação.

O Flamengo teve mais posse de bola, mas pouco criou, não chegando a ameaçar o gol de Cássio. Já o Corinthians, marcou bem, conseguiu armar muitas jogadas e foi decisivo nas oportunidades apresentadas.

E por uma ironia destas que a gente só vê no futebol, quem fez diferença em campo ontem foi Douglas. O camisa 15, que até então vinha sendo criticado por suas atuações lentas e desatentas (e por uma indisfarçável barriguinha), ganhou a titularidade após a venda de Alex para o futebol do Qatar. E em sua primeira partida no time principal, ele aproveitou duas bobeiras da zaga carioca, marcando aos 27 e aos 39 minutos do primeiro tempo.

O terceiro gol foi de Danilo, aos 9 do segundo tempo. E ainda desperdiçamos um pênalti. Sheik sofreu falta na área, mas  não converteu na cobrança. Fica pelo crédito dos dois gols no jogo do Boca, ok?

Foi nossa terceira vitória em 10 rodadas. Ainda estamos longe da ponta da tabela, temos 11 pontos, enquanto o líder, Atlético-MG, soma 25. Mas para quem achava que o Corinthians não estava nem aí para o Brasileiro, que depois da Libertadores só teríamos cabeça para o Mundial, os 3 x 0 de ontem foi uma boa prova que de que se estamos neste campeonato é para disputá-lo com seriedade. E, quiçá, vencê-lo.

Os gols de Flamengo 0 x 3 Corinthians

Douglas e Danilo marcaram os gols da vitória corinthiana fora de casa

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Ressaca da Libertadores

O Pacaembu estava em festa. Mais de 27 mil corinthianos foram ao estádio para assistir aos eternos campeões paulistas de 1977 – como Basilio, Wladimir e Tobias – entregando a faixa da Libertadores para o atual elenco vencedor.

O horário era ingrato. Partida às 19h30, em plena quarta-feira, e muitos torcedores – como eu e meu namorado – não conseguiram chegar a tempo. A fila na entrada era gigante e a polícia, claro, não fazia muita questão de colaborar com o seu andamento. Apenas duas policiais faziam a revista feminina no portão do Tobogã…

Assim, muitos perderam o melhor da festa. Porque o jogo, meu Deus, ele foi terrível!

Do time campeão, só não entraram em campo Emerson Sheik e Jorge Henrique, ambos lesionados, além de Leandro Castán, que a esta hora já deve estar fazendo as malas para jogar no Roma…

Três substituições apenas e o time estava irreconhecível!

Não conseguimos criar, não conseguimos chegar com perigo à área adversária. E a defesa, nossa principal virtude na Libertadores, falhou muito. A começar pelo Paulo André, que entrou no lugar de Castán e teve a infelicidade de marcar contra o primeiro gol do time carioca, aos 28 minutos de jogo.

No segundo tempo, levamos mais dois. E a história só não foi de todo ruim porque aos 43 minutos, o juiz marcou pênalti em Fabio Santos. Chicão bateu e converteu e o 3 x 1 já foi motivo para a torcida corinthiana voltar a se animar.

Até o final da partida, o que se ouvia no estádio eram gritos de “É Campeão!”. E mais, os botafoguenses ainda tiveram que encarar um “P.Q.P., Libertadores, Botafogo nunca viu””. Quem diria, chegou nossa vez de cantar a tal musiquinha…

Perdemos mais um jogo, continuamos na zona de rebaixamento do Brasileirão, mas o clima ainda era de festa para a torcida e, acho que, meio de ressaca para o time.

Mas agora, já deu! É encarar este campeonato de frente, até porque temos 18 times na nossa frente na tabela de classificação. Vai Corinthians!

Apesar da derrota, o clima era de festa, com gritos de “É Campeão!”

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Enfim, a América, enfim, Liberdade!

Quatro de julho de 2012.

Cento e um anos de tradição.

Trinta e cinco anos de espera.

Dez tentativas.

E enfim, a América. Enfim, nossa liberdade!

O título de um elenco que, se não tinha estrelas, tinha gente unida e com muita vontade de ganhar. De fazer história.

Contra tudo e contra todos, nós chegamos lá!

E invictos, como poucos, muito poucos.

Era o detalhe que faltava.

Agora, não falta nada!

Corinthians, você pode ganhar, você pode perder, pode estar na ponta da tabela ou nas últimas posições. Nós sempre estaremos lá.

Mas hoje, meu Timão, nós te amamos mais do que nunca!

Um pouquinho da trajetória corinthiana na Libertadores

Sheik marcando gol e Alessandro levantando a taça de campeão

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Falta só um jogo

Eu esperei até agora, mais de 12 horas após o final da partida, para tentar escrever um texto que não fosse muito emotivo, que não fosse muito parcial. Mas passadas essas mais de 12 horas, me dei conta de que posso continuar esperando, esperando que frieza e imparcialidade não farão parte do meu vocabulário hoje. Mais, não farão parte do meu vocabulário por uma semana inteira.

O Corinthians foi à Argentina, enfrentou uma Bombonera lotada de torcedores tão fanáticos como nós, fiéis sofredores, e conseguiu arrancar um heroico empate com o Boca Juniors, quase aos 40 minutos do segundo tempo.

E o gol? De um predestinado. Brilhou mais uma vez a estrela do “moleque” Romarinho. Vindo do Bragantino há menos de um mês, ele foi para a Argentina por causa dos dois gols que marcou no domingo, virando o jogo e garantindo a vitória de 2 x 1 contra o Palmeiras.

Romarinho, com seus poucos 21 anos de experiência, fez o 1 x 1 em seu primeiro lance em campo. Entrou substituindo Danilo, quando perdíamos o jogo e o Boca pressionava, em busca do segundo. Ele marcou e foi evidente a decepção de Riquelme e de todo o elenco argentino. Ele empatou e foi evidente o abalo na torcida xeneize.

Calamos o Boca? Não, exatamente. Mas por alguns instantes, a voz ressonante na Bombonera foi a de 2450 corinthianos em festa, em êxtase.

Não ganhamos nada. Ainda, não. O resultado deixou em aberta a final. Mas agora, o Boca enfrenta o Corinthians em casa. A decisão será em um Pacaembu fervilhante, repleto de corinthianos repletos de confiança.

Seguimos invictos na Libertadores. E falta só um jogo. Desta vez, não existe vantagem de gol fora de casa. Quem ganhar, é campeão. E desta vez tem que ser o Corinthians!

O gol “vitorioso” de Romarinho

Romarinho comemora o gol de empate sobre os argentinos

Fiel em festa na Bombonera

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Fizemos história

No time, um goleiro que há poucas rodadas, não era o titular. Um lateral direito que muitos já exigiram a cabeça. Um zagueiro “rebelde”, que chegou até a ficar fora do banco no final do ano passado. Um lateral esquerdo que, sentindo dores na coxa, fazia fisioterapia horas antes do jogo. Um meia que voltou ao país como promessa, mas que ainda não brilhou, e outro, que é constantemente chamado de lento, para não dizer coisa pior! De volantes vamos bem, mas no ataque…  como sentimos falta de um bom finalizador.

Este é Corinthians. Um time que poderia passar despercebido na individualidade. Um elenco que poderia ser facilmente esquecido daqui uns poucos anos. Poderia, não pode mais! O que este grupo fez na noite de ontem se chama história.

O Corinthians, em toda sua história de grandeza, com quase seus 102 anos de tradição, nunca havia chegado aonde esta equipe chegou: afinal, estamos na final de uma Libertadores.

O jogo não foi bonito. O placar foi discreto. Um empate de 1 x 1 com o Santos. Era o que precisávamos. E quando o juiz pediu a bola, depois dos 90 minutos mais longos na vida de qualquer corinthiano, o alivio, a festa, o sonho.

Tá certo, ainda não ganhamos nada. Temos mais dois jogos pela frente que não serão moleza. Mas nós já mostramos o que podemos. Acabamos de mandar para praia o atual campeão das Américas.

Não temos um time brilhante, mas temos um time que funciona. E que está perto, muito perto de se tornar inesquecível.

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Classificação aos 42 do 2º tempo: isto é Corinthians!

Foi um jogo tenso e disputado. Foi uma vitória sofrida, dramática e cheia de emoção. Foi uma classificação no melhor estilo Corinthians de ser.

Estádio lotado, 36 mil pagantes fazendo uma grande festa. As torcidas do Timão unidas cantavam em uma só voz, incentivando a equipe e tentando, apenas tentando, controlar o nervosismo.

A partida teve de tudo. Bolas na trave, gols perdidos na frente da meta, jogadores se estranhando em campo, bate-boca daqui, bate-boca de lá, farta distribuição de cartões, técnico expulso passando instruções pelo alambrado e acompanhando o jogo no meio da torcida.

Como uma boa disputa, também teve defesas milagrosas. E talvez, graças a uma delas, é que 30 milhões de brasileiros foram dormir mais felizes na noite de ontem. Cássio, aos 18 minutos do segundo tempo, fez valer o seu 1,95m, se esticando para tirar com a pontinha dos dedos uma bola vascaína que ia certeira para o gol. Grande, Cássio! Gigante, Cássio!

E não podia deixar de ser, teve gol no finalzinho decidindo a partida. Só um.  Era o que a gente precisava. Aos 42 minutos do segundo tempo, Alex cobrou escanteio. A bola encontrou a cabeça de Paulinho e ele encontrou o gol.

Jogadores reservas invadiram o campo, já comemorando a semifinal da Libertadores. Desde 2000 o Corinthians não chegava lá. Era o fim de uma espera de doze anos. Paulinho, herói, quis a companhia dos torcedores. Subiu na grade, de frente para a massa corinthiana, explodindo em alegria com a classificação. O camisa 8 do Timão se emocionou e deixou muito marmanjo – e eu me incluo nesta categoria – com lágrimas nos olhos.

Não sei o que vai acontecer daqui para frente. Pode vir Santos, pode vir Universidad do Chile ou o Libertad, do Paraguai. O que eu gostaria mesmo era de ver Corinthians e Boca Juniors na final! Dá para imaginar um jogo destes  fechando a Libertadores?

Tem muito mais emoção a caminho, torcedores. Afinal, isto é Corinthians!

Corinthians 1 x 0 Vasco – Resumo da Partida

Torcida dá show e Paulinho retribui na comemoração do gol decisivo

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Depois de um bom tempo

Este é um post de título duplo.

Você pode achar que o “Depois de um bom tempo” se refere aos mais de 30 dias que eu não “dou as caras” por aqui. O Corinthians ganhou, o Corinthians perdeu, o Corinthians até goleou e nenhuma palavrinha minha sequer.

Você também pode pensar que estou falando dos 12 anos que o Timão ficou de fora de uma quarta de final da Libertadores.

Você estará certo de um jeito ou de outro.

Estive ausente porque passei por uma daquelas fases difíceis da vida em que um problema vem atrás de outro. Mãe doente, muito trabalho, pouco dinheiro, carro quebrado, falta de tempo, eu doente…

Mas tudo passa nesta vida. Até as fases ruins. E assim, olha eu aqui de volta! E de volta num dia de muita felicidade para a torcida corinthiana.

Na noite de ontem, o Corinthians ganhou do Emelec e conseguiu mandar para longe o fantasma das oitavas da Taça Libertadores.

Para avançar na competição, precisávamos de uma vitória simples, já que o primeiro jogo, no Equador, terminou em 0 x 0. Mas nossa vitória no Pacaembu foi de 3 x 0! Melhor do que eu esperava, confesso.

Olhando o placar, pode-se pensar que foi uma partida tranqüila. Não exatamente… Só quem é corinthiano sabe pelo o que passamos nesta quarta-feira.

O Timão começou muito bem o jogo. Tanto, que aos 8 minutos, Fabio Santos marcou nosso primeiro gol. Mas aí, recuamos. O jogo foi ficando confuso, o Emelec cresceu em campo, chegando a ter mais posse de bola.

Tivemos algumas chances, eles também. Mas Cássio estava lá, com seus quase 2 metros de segurança, fechando o gol do Coringão, e a primeira etapa acabou mesmo no 1 x 0.

No segundo tempo, o Emelec começou atacando. Muito tenso para nós, pois um empate dava a classificação para a equipe do Equador.

Só respiramos aliviados aos 20 minutos, quando Paulinho, que já tinha mandado bola na trave e perdido chances de frente para o gol, fez o segundo do Timão. Festa corinthiana. Dos 33 mil presentes no estádio e dos 30 milhões de loucos de nossa nação.

Já tranquilo em campo, o time deu ainda mais alegria para a torcida. Alex, aos 40, marcou o terceiro, garantindo nossa desejada vaguinha nas quartas de final da competição.

Fases difíceis estão aí para serem superadas. E que venha o Vasco!

Corinthians 3 x 0 Emelec – os gols que nos levaram para as quartas da Libertadores

Fabio, Paulinho e Alex, os autores dos gols do Timão

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